
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, os encontros entre o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, têm sido esparsos, mas significativos desde o retorno de Trump à Casa Branca. Nos últimos treze meses, esses líderes se reuniram apenas duas vezes: uma breve conversa nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025, e uma reunião mais formal na Malásia, em outubro do mesmo ano. Está agendada para esta quinta-feira, ao meio-dia (horário dos EUA), a terceira reunião entre eles.
As interações entre Trump e Lula nas reuniões anteriores têm revelado a evolução do relacionamento entre Brasil e Estados Unidos, mesmo frente a tensões como as tarifas comerciais impostas por Trump e críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A primeira ocasião significativa ocorreu durante a Assembleia Geral da ONU em setembro de 2025. Durante seu discurso, Trump afirmou ter sentido uma “química excelente” com Lula, referindo-se ao brasileiro como uma pessoa “muito agradável”. Ele recordou um breve momento em que se encontraram: “Eu estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Nós nos vimos e nos abraçamos”. Trump destacou a possibilidade de se encontrarem novamente na semana seguinte, embora a conversa tenha durado apenas cerca de 20 segundos.
Embora tenha elogiado Lula, Trump também utilizou a mesma ocasião para criticar o sistema judiciário brasileiro. O ex-presidente afirmou que o Brasil estava enfrentando tarifas elevadas devido a esforços que comprometeriam os direitos e liberdades, inicialmente sem entrar em mais detalhes sobre o contexto.
Um mês após esse encontro inicial, Lula e Trump se reuniram de maneira mais formal na Malásia, com uma conversa de 45 minutos. Durante essa reunião, vários temas foram discutidos, incluindo:
1. As tarifas que o governo dos Estados Unidos havia imposto a produtos brasileiros.
2. Trump expressou sua honra em estar com o presidente brasileiro e demonstrou otimismo sobre a chance de alcançarem “bons acordos”.
3. Lula argumentou que as tarifas careciam de fundamento técnico e destacou que os EUA mantinham um superávit comercial em relação ao Brasil.
4. Lula também sugeriu um cronograma para negociações que envolvessem suas respectivas equipes.
5. Durante a conversa, o presidente brasileiro solicitou a revogação de sanções dirigidas a autoridades de seu país, enfatizando que a condenação de Jair Bolsonaro seguiu os trâmites legais apropriados.
6. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, os dois presidentes concordaram em realizar visitas mútuas.
7. Lula ainda reiterou a importância de manter a América do Sul como uma região de paz e se ofereceu para facilitar o diálogo com a Venezuela.
Antes do encontro, Trump indicou que havia a possibilidade de negociações sobre as tarifas. Após a reunião, Lula manifestou sua satisfação, afirmando que tinha alcançado um resultado que parecia “impossível”. O presidente brasileiro considerou a conversa não apenas produtiva, mas essencial para avançar em temas comerciais e na remoção das sanções que impactavam o Brasil. Ele declarou: “Concordamos que nossas equipes se reuniriam imediatamente para buscar soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”.
Em resumo, os encontros entre Lula e Trump têm revelado um panorama complexo, marcado por momentos de cordialidade, mas também por desafios significativos nas relações bilaterais.



