
Narges Mohammadi, ativista iraniana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, em estado crítico após internação hospitalar
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, Narges Mohammadi, a renomada ativista iraniana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 2023, está enfrentando uma grave crise de saúde desde sua transferência da prisão para um hospital na semana passada. Sua família denunciou que o governo do Irã ainda não autorizou que ela recebesse tratamento num centro especializado.
Na última sexta-feira (1º), a Fundação Narges, que é administrada pelos familiares da ativista, comunicou que Mohammadi foi levada a um hospital na província de Zanjan devido a uma "deterioração catastrófica" em suas condições de saúde. Informações da família indicam que ela se encontra na unidade de terapia intensiva cardíaca do hospital.
A família e os apoiadores de Mohammadi, incluindo o Comitê Norueguês do Nobel, têm insistido junto às autoridades iranianas para que permitam que ela receba cuidados médicos apropriados de especialistas. Os familiares ainda relataram que o tratamento que ela está recebendo no hospital se resume a esforços para estabilizar seus parâmetros vitais, como a frequência cardíaca e a pressão arterial, através de oxigenoterapia.
A Fundação Narges emitiu um comunicado clamando por um tratamento mais abrangente, afirmando que "isso não constitui um processo de tratamento abrangente". O comunicado ainda destaca que o tratamento adequado para a ativista só poderá ser alcançado caso ela seja transferida para sua equipe médica em Teerã, onde uma avaliação precisa e um plano de cuidados baseado em seu histórico médico possam ser implementados.
Jørgen Watne Frydnes, presidente do Comitê Norueguês do Nobel, fez um apelo às autoridades iranianas, afirmando que a vida de Narges Mohammadi "está agora nas mãos das autoridades iranianas". Ele ressaltou a importância de autorizar o tratamento que a ativista tanto necessita.
Narges Mohammadi é amplamente reconhecida como uma das vozes mais proeminentes na luta pelos direitos humanos no Irã. Recentemente, foi premiada com o Prêmio Nobel da Paz de 2023 por sua incansável luta contra a opressão das mulheres no país e pela promoção dos direitos humanos e da liberdade para todos.
Mohammadi já enfrentou prisão em várias ocasiões devido ao seu ativismo e às suas críticas às autoridades iranianas. Em fevereiro, ela foi novamente condenada a mais de sete anos de encarceramento por seus esforços em prol dos direitos humanos.
As notícias sobre sua saúde abordam não somente a situação crítica que ela enfrenta, mas também a necessidade urgente de assegurar cuidados médicos adequados, enquanto seu ativismo continua sendo reconhecido globalmente.



