
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez comentários provocativos na última sexta-feira (1), aludindo à possibilidade de uma intervenção americana em Cuba. Durante um evento, ele declarou de forma humorística que as forças militares norte-americanas poderiam rapidamente “assumir o controle” da ilha enquanto retornam das operações no Oriente Médio, especificamente da guerra com o Irã.
Trump mencionou um amigo na plateia ao afirmar: “E ele vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que nós vamos assumir quase imediatamente.” O presidente então insinuou que qualquer possível ação militar contra Cuba seria realizada logo após a conclusão das atividades no Oriente Médio, destacando sua abordagem pragmática: “Vamos terminar uma coisa primeiro, eu gosto de terminar o trabalho.”
Em sua fala, Trump especulou sobre o uso do porta-aviões USS Abraham Lincoln, um dos maiores do mundo, para realizar essa operação. Ele sugeriu que a embarcação poderia se aproximar da costa cubana, respeitando uma distância de cerca de 100 jardas, e previu que os líderes cubanos se rendessem dizendo: “Muito obrigado, nós nos rendemos.”
Enquanto fazia esses comentários, Trump exibia um sorriso sarcástico, provocando risadas na plateia. Essas declarações vieram logo após ele assinar uma ordem executiva que aumentou as sanções dos EUA contra o governo cubano e seus associados, que, segundo ele, estariam “à beira do colapso”.
As novas medidas representam mais um movimento da administração Trump em direção a Cuba, que já havia enfrentado sanções e aumento da pressão norte-americana no início do ano, principalmente após os EUA suspenderem as exportações de petróleo venezuelano para a ilha após a detenção de Nicolás Maduro. O presidente também havia ameaçado implementar tarifas severas sobre qualquer país que tentasse fornecer petróleo bruto para Cuba, resultando na interrupção dos embarques pelo México, um dos principais fornecedores.
A carência de combustível provocou três apagões em âmbito nacional em Cuba e levou diversas companhias aéreas internacionais a interromper suas rotas para o país. As constantes sanções e a pressão econômica têm impactado gravemente a capacidade de Cuba e, segundo Trump, reforçam a alegação de que a nação enfrenta uma crise significativa.
A situação em Cuba, marcada pela escassez de recursos e pela tensão política, continua a ser um ponto de foco nas relações entre os Estados Unidos e a ilha caribenha.



