
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, na última quinta-feira (30), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, comentou a recente rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado, classificando-a como uma sinalização de uma “crise política” enfrentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante uma entrevista ao SBT News, o decano do STF destacou que a negativa não se deve a questões relacionadas à competência do indicado, mas reflete a dificuldade do governo em estabelecer diálogos políticos efetivos. Mendes enfatizou: “Não se trata de uma rejeição por falta de requisitos profissionais, se trata de uma crise política”.
Messias caiu no plenário da Casa Legislativa ao receber 34 votos a favor e 42 contrários, evidenciando que para assumir uma vaga no STF seriam necessários ao menos 41 votos de apoio dos senadores.
Gilmar Mendes argumentou que o atual cenário está intimamente ligado à minoria com a qual o governo opera dentro do Congresso Nacional, o que, segundo ele, influencia diretamente as funções do Judiciário. “Essa realidade gera uma necessidade maior de intervenção do STF, o que pode comprometer a relação entre o governo e o Legislativo”, afirmou o ministro.
Ele também sugeriu que este episódio requer uma reflexão interna sobre a maneira como o governo Lula tem conduzido suas escolhas políticas, afirmando que “é preciso que se faça uma revisão e que cada um assuma sua responsabilidade”.
Além disso, Mendes refutou rumores que circulam nos bastidores, os quais insinuam que integrantes do STF teriam agido para minar o apoio a Messias. “Não faz o menor sentido. Não vejo sentido nesse tipo de teoria conspiratória”, reiterou.
Conforme mostrou a CNN Brasil, algumas fontes vinculadas ao governo mencionaram que um grupo dentro do STF também teria atuado para reduzir o respaldo ao advogado no Senado. A proximidade de Messias com ministros, como o atual presidente do STF, Luiz Fux, e sua proposta de implementar um Código de Ética para a magistratura, teria gerado resistência por parte de outros integrantes da Corte. A oposição de figuras como Alexandre de Moraes e Flávio Dino a Messias também era amplamente reconhecida no âmbito do Planalto.



