
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma declaração realizada na última quinta-feira (30), expressou o intuito do governo em aumentar as porcentagens obrigatórias de biocombustíveis na matriz energética brasileira. A proposta sugere que a mistura de etanol na gasolina passe de 30% para 32% (E32), enquanto o biodiesel deverá ser elevado de 15% para 16% (B16).
Essa revelação ocorreu durante um evento no Palácio do Planalto, onde foi discutida a linha de crédito destinada à compra de caminhões e ônibus. Na ocasião, Lula ressaltou que essa medida tem como meta promover uma transição gradual da dependência dos combustíveis fósseis para alternativas renováveis, todas produzidas no Brasil.
O presidente comentou: “A cada um por cento que incrementamos, conseguiremos convencer o mundo de que, caso alguém deseje desenvolver um combustível renovável, não é necessário investir em pesquisa. Venham ao Brasil, onde realizaremos a transferência de tecnologia”.
A iniciativa foi recebida de forma positiva pelos líderes do setor de biocombustíveis. Jerônimo Goergen, presidente da APROBIO (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil), avaliou que o anúncio se mostra oportuno, especialmente considerando a necessidade de diminuição da dependência das importações de diesel. Goergen enfatizou ainda que o setor está apto a atender o crescimento na demanda e a agregar valor em toda a cadeia produtiva.
André Nassar, presidente executivo da ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), por sua vez, afirmou que a medida representa um avanço significativo para a segurança energética do Brasil, especialmente em tempos de incertezas no cenário internacional. Ele também ressaltou a importância do fortalecimento das discussões sobre o uso de misturas mais altas de biodiesel, como o B25.
Essas iniciativas não apenas visam atender a demanda energética interna, mas também posicionam o Brasil como referência na produção de biocombustíveis, promovendo a sustentabilidade e a redução das emissões de carbono no país. Assim, o governo busca não apenas diversificar a matriz energética, mas também incentivar inovações e transferências de tecnologia neste importante setor.



