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Bebê de Maíra Cardi enfrenta bronquiolite: entenda os perigos dessa condição respiratória.

Por Portal WF
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De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a influenciadora Maíra Cardi, de 42 anos, compartilhou no último domingo (26) que sua filha, Eloah, de apenas seis meses, foi diagnosticada com bronquiolite. Em um momento de preocupação, a ex-BBB quebrou um silêncio nas redes sociais para pedir orações a seus seguidores. A bronquiolite, uma condição pulmonar, pode ser potencialmente agravada por diversos fatores de risco, afetando especialmente bebês e crianças maiores.

Em entrevista à CNN Brasil, o pneumologista Rodrigo Urresti, do Hospital Edmundo Vasconcelos, apontou que essa enfermidade, embora muitas vezes silenciosa, não deve ser subestimada. "A bronquiolite segue um padrão de evolução bem característico, que pode confundir os pais, pois inicialmente se assemelha a um resfriado comum", afirmou.

Nos primeiros dois a três dias, os sintomas típicos incluem coriza, febre leve e tosse ocasional. No entanto, entre o terceiro e quinto dia, a condição pode progredir, gerando piora na tosse e, eventualmente, desconforto respiratório.

Urresti detalhou como a condição se manifesta: "O bebê pode apresentar taquipneia (respiração acelerada), a musculatura entre as costelas tende a afundar, e as narinas se alargam a cada respiração. É comum que os pais ouçam um chiado e notem que a criança resiste a se alimentar devido à dificuldade de respirar e mamar ao mesmo tempo, levando à produção excessiva de secreção".

Além disso, o médico identificou os grupos de bebês que correm risco maior de desenvolver formas mais graves de bronquiolite, que incluem:

  • bebês com menos de três meses de idade;
  • crianças que nasceram prematuras;
  • portadores de cardiopatias congênitas ou doenças pulmonares crônicas, como a displasia broncopulmonar;
  • crianças com deficiências no sistema imunológico.

A bronquiolite é, predominantemente, causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que ataca os bronquíolos, as menores ramificações pulmonares. Segundo Urresti, a doença provoca três condições principais:

  1. Inflamação e inchaço: as paredes internas dos bronquíolos se inflamam;
  2. Morte celular: o vírus destrói as células que revestem as vias aéreas;
  3. Produção de muco excessivo: ocorre uma secreção grossa e em grande quantidade.

"O ar pode entrar quando a criança inspira com força, mas pode ficar ‘preso’ ao sair, provocando um aprisionamento aéreo. Isso demanda um esforço muscular significativo da criança. Tal esforço contínuo leva ao cansaço, e a saturação de oxigênio no sangue pode cair, o que pode resultar em insuficiência respiratória grave e exigir suporte vital", esclareceu o especialista.

Como se prevenir de casos graves?

O pneumologista aconselhou sobre medidas preventivas que podem ser adotadas para evitar o contágio do VSR em bebês:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel, já que o VSR sobrevive em superfícies por várias horas.
  • Evitar exposição ao tabagismo, pois a fumaça do cigarro pode inflamar as vias respiratórias.
  • Assegurar aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses, uma vez que isso fornece anticorpos cruciais para a saúde da criança.
  • Considerar a vacinação materna contra o VSR, uma opção disponível no SUS.

Qual é o melhor tratamento?

Conforme Urresti, o tratamento da bronquiolite se concentra essencialmente em garantir a hidratação e nutrição adequada, além de fornecer suporte de oxigênio, caso a saturação caia abaixo de 90%. O médico também alertou sobre possíveis abordagens erradas no tratamento. Segundo as diretrizes da Academia Americana de Pediatria, diversas práticas devem ser evitadas:

  • A bronquiolite é uma infecção viral, e antibióticos devem ser prescritos apenas se houver confirmação de uma pneumonia bacteriana;
  • Xerés e medicamentos chamados de "bombinhas" não afetam o curso da doença ou diminuem o tempo de internação, pois estão mais ligados à hipersecreção;
  • O uso de corticoides orais ou inalatórios não demonstrou benefícios significativos na redução de internações hospitalares e não é recomendado.

Informações mais detalhadas podem ser encontradas analisando a origem da notícia e consultando especialistas.

Referência técnica: www.cnnbrasil.com.br
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