
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, os Estados Unidos manifestaram preocupações sobre a recente decisão de várias nações africanas de revogar as permissões de voos para o presidente taiwanês, Lai Ching-te, sob influência da China. O Departamento de Estado dos EUA classificou esse ato como uma violação grave do sistema internacional de aviação civil.
Nesta semana, Taiwan anunciou que Ilhas Seychelles, Maurício e Madagascar cancelaram de forma unilateral as autorizações que permitiam o sobrevoo do seu avião presidencial por seus respectivos espaços aéreos. Esta viagem tinha como destino a Essuatíni, anteriormente conhecida como Suazilândia, um dos poucos aliados diplomáticos de Taiwan.
Esse incidente marca uma situação sem precedentes, em que um líder taiwanês se vê obrigado a cancelar uma viagem internacional devido à negativa de acesso aéreo, evidenciando uma nova estratégia da China para restringir as iniciativas de Taiwan no cenário global.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que “esses países estão atuando sob orientação da China, infringindo a segurança e a dignidade das viagens oficiais das autoridades taiwanesas”. Ele evitou identificar as nações africanas envolvidas.
A declaração americana reiterou que a responsabilidade dos países em gerir o espaço aéreo internacional deve estar voltada para a segurança da aviação, e não para servir como um instrumento político para Pequim.
Essa ação é mais uma evidência da “campanha de intimidação” da China contra Taiwan e seus apoiadores, segundo a autoridade dos EUA, que também destacou que tal comportamento ameaça a paz e a prosperidade no cenário internacional.
Foi solicitado que Pequim suspenda sua pressão, seja militar, diplomática ou econômica, sobre Taiwan. Um alto funcionário de segurança de Taiwan revelou à Reuters que a China teria exercido pressão sobre as Ilhas Seychelles, Madagascar e Maurício, emitindo ameaças de sanções econômicas, incluindo a revogação do perdão de dívidas.
Em resposta, o Escritório de Assuntos de Taiwan da China negou as acusações, mas elogiou a postura e os compromissos dos três países africanos em relação ao princípio da ‘uma só China’.
A posição de Pequim é clara: considera Taiwan, que possui um governo democrático, como parte de seu território, uma reivindicação que Taipé desconsidera firmemente. A questão é frequentemente referida pela China como uma “linha vermelha” em suas relações diplomáticas com outras nações.
Essuatíni, localizada no sul da África, é um dos doze países que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan, país cujo reconhecimento é disputado pela China. Lai tinha planos de embarcar para essa visita na quarta-feira, a fim de celebrar o 40º aniversário de ascensão do Rei Mswati III.
A última visita de um presidente taiwanês a Essuatíni ocorreu em 2023, quando Tsai Ing-wen esteve no país, que abriga aproximadamente 1,3 milhão de habitantes.
Além disso, vários legisladores dos EUA condenaram a postura da China e manifestaram seu apoio a Taiwan. Embora os EUA não mantenham laços diplomáticos formais com Taiwan, são reconhecidos como seu maior aliado no cenário internacional e fornecedor de armas.



