
Um morador de Lages, na Serra de Santa Catarina, revelou ter sua conta de energia elétrica elevada indevidamente, ao descobrir que a iluminação de um ponto turístico local estava sendo abastecida pela eletricidade de sua residência. Após perceber um aumento significativo em sua fatura, que saltou de cerca de R$ 120 para mais de R$ 615 – um aumento de mais de 400% – Marcos Roni de Oliveira, proprietário de uma chácara no Morro da Cruz, decidiu investigar a situação.
De acordo com a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, divulgada recentemente, a administração municipal utilizava clandestinamente a rede elétrica do morador para iluminar uma capela e uma cruz à noite. Em entrevista ao portal g1, Oliveira expressou sua preocupação com os altos valores. “Eu moro sozinho e uso poucos eletrodomésticos. Começou a vir um valor alto. Eu disse: ‘Meu Deus, o que está acontecendo?'”, relatou.
Inicialmente, Oliveira suspeitou que o problema pudesse estar relacionado a um aparelho eletrônico. Entretanto, após acionar um técnico, a irregularidade foi descoberta: “Quando as luzes estavam todas acesas, eu desliguei o relógio de casa e tudo no ponto turístico apagou”, contou. Este problema ocorreu por três meses, resultando em cobranças indevidas.
Assim, o morador decidiu entrar com uma ação judicial e foi determinado que ele receberá mais de R$ 11 mil em indenizações, sendo R$ 10 mil por danos morais e R$ 1.409,72 referentes a contas pagas a mais e ao serviço do eletricista contratado.
A prefeitura de Lages, por meio de nota, afirmou que está ciente do caso e compromete-se a tomar as medidas cabíveis. “A ação judicial refere-se a fatos ocorridos em 2024, que são anteriores à atual gestão, e a atuação ocorrerá com responsabilidade”, diz o comunicado. Segundo o Tribunal de Justiça, mesmo após tentativas de resolução, nenhuma providência foi tomada pela administração pública.



