
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou suas críticas ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) durante seu discurso na 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, realizada neste sábado (18) em Barcelona, Espanha. O evento contou com a participação de líderes políticos de diversas partes do mundo e, conforme mencionado pelos organizadores, visa criar uma rede internacional focada no fortalecimento da democracia e do multilateralismo.
Lula começou sua fala enfatizando a origem da ONU, que foi estabelecida após a Segunda Guerra Mundial. “As estimadas Nações Unidas, que deveriam ser guardiãs da paz, cordialidade e fraternidade, acabaram se tornando cinco senhores de guerra”, criticou o presidente. Ele se referiu diretamente aos cinco países que ocupam assentos permanentes no Conselho de Segurança — Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia e França — os quais têm o poder de vetar ações e resoluções, além de contar com dez outros países em posições rotativas.
Ao nomear os líderes desses países, Lula obteve aplausos entusiásticos da audiência. Em seu apelo, ele destacou: “Quero dirigir-me ao presidente Trump, ao presidente Xi Jinping, ao presidente Putin, ao presidente Macron e ao primeiro-ministro da Inglaterra. Por favor, cumpram suas obrigações de promover a paz global, realizem uma reunião e ponham fim a essa loucura de guerras, pois o mundo não suporta mais.”
A crítica se aprofundou com a menção à invasão do Irã pelos Estados Unidos, questionando: “A que pretexto?”, e reiterou a urgência da situação. Em uma declaração anterior, em outro evento, Lula já havia abordado as tensões no Oriente Médio e os ataques americanos ao Irã. “Não podemos acordar todos os dias e ir para a cama todas as noites sob a ameaça de um tweet, de um presidente da República que promove guerras”, ponderou.
A defesa da América Latina também foi um tema central nas falas de Lula, que enfatizou a responsabilidade que os líderes mundiais têm em assegurar a paz e a estabilidade. Suas palavras ressoam como um apelo para uma maior colaboração internacional e um chamado à ação por parte dos que exercem influência no cenário global.
Assim, Lula não apenas critica a atual dinâmica do Conselho de Segurança da ONU, mas também faz um apelo urgente a figuras centrais da política mundial para que atuem em prol da paz e da segurança no planeta.
Fonte: g1.globo.com



