
Conforme reportado pelo portal www.cnnbrasil.com.br, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência da República, expressou sua insatisfação nas redes sociais em relação ao voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes se posicionou a favor da condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Flávio criticou a possível sanção, a qual classificou como "bizarra e ilegal". Em uma postagem no X (antigo Twitter), ele declarou: "Depois da farsa que condenou Jair Bolsonaro e da autorização de uma investigação ilegal contra mim, por uma simples postagem, agora temos uma condenação estranha e sem sentido contra Eduardo Bolsonaro".
No mesmo comunicado, Flávio enfatizou a determinação do povo em "resgatar nossa democracia e a credibilidade das instituições".
Voto de Moraes
Na sexta-feira, 17, Alexandre de Moraes votou pela condenação de Eduardo Bolsonaro a um ano de prisão no caso que envolve Tabata Amaral. Em seu voto, Moraes destacou que estavam claramente demonstradas tanto a materialidade quanto a autoria do crime de difamação.
O julgamento foi realizado de modo virtual, em que os ministros somente registram seus votos, sem debate entre eles, sendo Moraes o relator da ação. A questão em debate refere-se a um tweet de Eduardo, onde ele acusava Tabata de ter redigido um projeto de lei com o intuito de beneficiar Jorge Paulo Lemann, empresário que é um dos financiadores de sua campanha. Esse projeto propõe a distribuição de absorventes em espaços públicos.
Na postagem, Eduardo sugere que Tabata, responsável pelo projeto, teria seu trabalho influenciado por interesses de Lemann, que também está vinculado à empresa P&G, fabricante de absorventes. A crítica foi feita em outubro de 2021.
O ex-deputado alegou que a intenção de Tabata parecia mais voltada a "atender ao lobby" de Lemann do que a genuinamente proporcionar benefícios à população. Para Moraes, a conduta de Eduardo insinuava uma "ofensa à reputação" de Tabata, ao insinuar que a elaboração do projeto tinha a intenção de favorecer ilegalmente um terceiro.
Dessa maneira, o ministro acatou a perspectiva da Procuradoria-Geral da República (PGR), a qual aconselhou pela condenação de Eduardo. A manifestação da PGR foi assinada pela vice-procuradora-geral, Ana Borges.
No final, Flávio Bolsonaro reiterou que a luta pelo resgate da democracia e pela integridade das instituições continua, evidenciando um forte pronunciamento político a partir dessa situação.



