
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a publicação norte-americana Time revelou, em 15 de março de 2026, a lista das 100 pessoas mais influentes globalmente, destacando a renomada pesquisadora Mariangela Hungria. Esta especialista é uma referência mundial na microbiologia do solo.
Mariangela Hungria tem se dedicado, há várias décadas, ao desenvolvimento de soluções biológicas para a agricultura. Com formação em agronomia e microbiologia, ela é integrante da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e é amplamente reconhecida por seus estudos focados no uso de microrganismos que substituem parcial ou totalmente os fertilizantes sintéticos.
Os fertilizantes químicos, sintetizados e amplamente utilizados nos últimos cem anos, desempenham um papel crucial na agricultura ao fornecer nutrientes essenciais para as plantas. Contudo, o uso excessivo desses produtos pode acarretar sérios problemas ambientais, como a contaminação de cursos d’água e o aumento das emissões de gases de efeito estufa.
No cenário atual, as investigações realizadas por Mariangela têm sido fundamentais para impulsionar alternativas que se baseiam em processos naturais. Sua pesquisa é voltada para o desenvolvimento de bactérias que ajudam as plantas a fixar nitrogênio diretamente do ar, o que diminui a dependência de insumos químicos. Essa técnica já é amplamente aplicada no Brasil, onde cerca de 85% da produção de soja utiliza esses microrganismos.
Os benefícios dessa abordagem não se limitam apenas ao aspecto agrícola, mas também se estendem ao campo econômico e ambiental. As projeções indicam que a implementação dessas soluções biológicas pode gerar uma economia anual de aproximadamente US$ 25 bilhões para os agricultores brasileiros, além de evitar a liberação de cerca de 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente.
Reconhecida em todo o mundo, Mariangela Hungria foi agraciada com o Prêmio Mundial da Alimentação em 2025, uma das mais prestigiadas honrarias na área de segurança alimentar, frequentemente comparado ao "Nobel da Agricultura". Suas investigações já estão sendo aplicadas em diversos países, ampliando o acesso a tecnologias biológicas no setor agrícola.
Em uma entrevista recente à CNN, ela mencionou que muitos agricultores já estão cientes dos impactos das alterações climáticas e estão em busca de práticas de produção mais sustentáveis. Mariangela acredita que o Brasil tem potencial para se tornar um líder global em agricultura regenerativa, uma verdadeira aposta para o futuro do setor agropecuário.
Por meio desse trabalho inovador, Mariangela Hungria não só contribui para a melhoria da produtividade agrícola, mas também para a preservação ambiental, mostrando que ciência e sustentabilidade podem caminhar juntas para um futuro mais responsável.



