
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a região do Oriente Médio e do Norte da África enfrenta um cenário desafiador, com uma significativa desaceleração em seu crescimento econômico previsto para este ano. O Fundo Monetário Internacional (FMI) revelou que essa situação é um reflexo das consequências da guerra no Irã e de seus efeitos colaterais nos países exportadores de petróleo.
No mais recente relatório sobre a Perspectiva Econômica Mundial, o FMI revisou suas previsões, reduzindo a expectativa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) da região para apenas 1,1%. Essa revisão representa uma queda de 2,8 pontos percentuais em comparação com o que havia sido projetado em janeiro deste ano. A recuperação econômica está prevista para ocorrer, mas somente em 2027, quando se espera que o crescimento atinja 4,8%. Contudo, essa previsão depende da normalização da produção e do transporte de energia na área, o que pode ser pessimamente afetado se o conflito persistir.
As tensões na região são decorrentes de ataques realizados por Teerã aos seus vizinhos do Golfo Pérsico, como resposta a ações israelenses e norte-americanas que começaram em fevereiro. Esses confrontos resultaram em danos significativos a instalações energéticas e impactaram o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota crítica pela qual circulam aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial. Essa situação também trouxe à tona pressões inflacionárias que têm impactado as perspectivas econômicas não apenas regionais, mas globais.
Recentemente, as tentativas de negociação entre os Estados Unidos e o Irã para solucionar a crise falharam, e o bloqueio militar dos portos iranianos foi implementado. Apesar disso, continuam os esforços para manter um canal de diálogo aberto.
Arábia Saudita em Foco
O FMI elucidou que a revisão nas projeções do PIB para as nações da região é consequência direta da redução na produção e nas exportações de petróleo. A extensão desse impacto varia conforme o nível de danos nas infraestruturas energéticas e de transporte, assim como a dependência do Estreito de Ormuz e a possibilidade de rotas alternativas de exportação.
Especificamente para a Arábia Saudita, que se destaca como o maior exportador de petróleo do mundo, as previsões são de um crescimento de 3,1% em 2026, uma queda de 1,4 ponto percentual em relação às estimativas de janeiro. A boa notícia, segundo o FMI, é que o impacto da guerra deve ser menos severo para a economia saudita se comparado aos seus vizinhos do Golfo.
Por outro lado, o Irã está projetado para sofrer uma contração econômica de 6,1% em seu ano fiscal, que começou em 21 de março, mas há uma expectativa de que, no ano seguinte, a economia consiga se recuperar, registrando um crescimento de 3,2%. Antes do início do conflito, projetava-se que a economia iraniana crescesse apenas 1,1% neste ano.
Além do Irã, os países de Barein, Iraque, Kuwait e Catar também devem enfrentar redução nas suas economias, conforme indicado pelo relatório do FMI, embora não tenham sido divulgadas estimativas específicas para estes países. Uma análise mais detalhada e abrangente sobre a economia do Oriente Médio será divulgada em um relatório separado no dia 16 de abril.



