
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), comunicou que não estará presente na oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, agendada para esta terça-feira, 14, em Brasília. Sua ausência foi justificada por um quadro de lombalgia aguda, conforme o aviso divulgado na segunda-feira, 13.
No comunicado, Castro relatou que está enfrentando “dores intensas na região lombar” e que recebeu uma recomendação médica clara para evitar viagens e compromissos presenciais neste período. A nota também enfatiza o respeito do ex-governador aos membros da Comissão e ao trabalho legislativo do Senado Federal, acrescentando que seu laudo médico será encaminhado como formalidade que justifica sua falta.
A oitiva de Castro era um dos momentos aguardados na CPI do Crime Organizado, que, na mesma sessão, deverá votar o relatório final elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Este documento pode incluir sugestões de indiciamentos e propor alterações na legislação. A comissão, que começou seus trabalhos em novembro do ano anterior, está na sua última semana de funcionamento. Apesar dos pedidos de prorrogação feitos por seus membros, a extensão dos trabalhos foi negada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A convocação do ex-governador foi uma iniciativa de Alessandro Vieira, que acredita ser crucial ouvir Castro para esclarecer questões relativas à atuação do crime organizado no estado e a possíveis falhas no combate a essas organizações. Recentemente, os parlamentares da CPI expressaram preocupação com a ausência de convocados, especialmente em face de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que têm desobrigado certos convocados de comparecer.
Essa situação evidencia o clima tenso que cerca as atividades da CPI, que busca aprofundar a investigação sobre os desafios enfrentados na luta contra o crime organizado na região. A importância do depoimento de Castro para esses desdobramentos não pode ser subestimada, dado seu papel central na política estadual.



