
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o União Brasil em São Paulo expressou críticas, na última segunda-feira (13), à movimentação que visa colocar o senador Ciro Nogueira, que também é presidente nacional do Progressistas (PP), na liderança da nova federação formada entre os dois partidos.
Recentemente, em março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a criação da federação União Progressista, que se torna a quinta federação partidária do Brasil. Em uma federação, dois ou mais partidos se unem e funcionam como um só após registro na Justiça Eleitoral, mantendo essa estrutura por um período mínimo de quatro anos.
Em comunicado oficial assinado por Alexandre Leite, deputado federal e presidente estadual do União Brasil, o partido deixou claro que não aceitará que lideranças consideradas distantes da realidade paulista assumam a direção da federação. O texto enfatiza que a política em São Paulo exige um “protagonismo local” e rejeita a ideia de ser “governado por procuração”.
Apesar de manifestar “profundo respeito” por Ciro Nogueira, a nota destaca a oposição à sua possível liderança, afirmando que não se submeterá a uma presidência desvinculada da realidade paulista. A mensagem também critica a condução das negociações entre o União Brasil e o PP, apontando que o futuro de deputados e pré-candidatos não deve ser tratado como “moeda de troca” em discussões de cúpula. “Parcerias devem ser construídas através de diálogo e respeito mútuo, e não por tentativas sorrateiras de extorsão”, complementa o comunicado.
O União Brasil sinaliza que, se o impasse persistir, levará a questão para a Executiva Nacional e trabalhará para barrar a aliança, alertando que essa insistência pode gerar instabilidade no projeto eleitoral. Até o fechamento desta edição, o senador Ciro Nogueira ainda não havia se manifestado sobre o assunto.
Em relação à federação, o pedido feito pelos partidos União Brasil e Progressistas ao TSE em dezembro do ano anterior foi aprovado e está em conformidade com a legislação vigente, visando a eleição de 2026, marcada para 4 de outubro. O TSE já havia registrado anteriormente outras quatro federações: Renovação Solidária, Brasil da Esperança, PSDB Cidadania e PSOL Rede. A ministra Estela Aranha, que relatou o caso, mencionou que ambos os partidos apresentaram toda a documentação necessária, e o voto foi acolhido de forma unânime pelo plenário.
Com a formação da União Progressista, a aliança se estabelece como uma das principais forças partidárias do país, possuindo a maior bancada na Câmara, um número significativo de prefeitos e uma parte considerável de fundos públicos destinados a campanhas e a despesas partidárias.
—



