
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, a direção nacional do PT decidiu oferecer apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola, representante do PDT, no Rio Grande do Sul. Essa ação, a primeira intervenção do partido na esfera gaúcha, foi formalizada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) em uma reunião realizada na manhã de terça-feira, 7 de fevereiro. A escolha de não ter um candidato próprio ao governo do Estado em 2026 marca um acontecimento inédito na história do PT.
No contexto da disputa pelo Palácio Piratini, a diretriz estabelecida pela nacional é a de elaborar uma estratégia eleitoral colaborativa com o PDT e outros partidos que fazem parte do campo democrático, tendo a liderança de Juliana Brizola como ponto central dessa iniciativa. O documento ainda aponta Edegar Pretto como a figura com maior legitimidade para coordenar essa efetivação.
Na prática, essa decisão reflete uma intervenção direta da cúpula do PT em resposta à posição do diretório gaúcho, que defendia a manutenção da pré-candidatura de Pretto, que já havia iniciado sua pré-campanha. O presidente do PT, Edinho Silva, havia sinalizado de maneira clara à equipe local e a Edegar que, caso o diretório não se retractasse, uma intervenção seria feita a partir de Brasília.
Em resposta ao comunicado do GTE, Edegar Pretto confirmou sua intenção de continuar na disputa. “Reforcei que, como pré-candidato escolhido por unanimidade na última reunião estadual do partido, gostaria de convocar o Diretório Estadual do PT para debater esse assunto. Desejo discutir essa questão com a instância que me colocou na posição atual,” destacou em uma nota enviada à imprensa. Ele também enfatizou que sua candidatura não se restringe a um interesse pessoal, mas representa uma coalizão política a favor do sucesso do presidente Lula.
Adicionalmente, o PDT expressou apoio à reeleição de Lula e, em troca, manifestou a expectativa de que o PT colaborasse em três estados, incluindo Paraná, onde Requião Filho é pré-candidato, e Minas Gerais, com Alexandre Kalil, além do Rio Grande do Sul.
A articulação que levou a essa decisão teve a participação ativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia estabelecido acordos com os partidos PDT de Carlos Lupi e PSB de João Campos em diversas regiões do país.
Vale destacar que a escolha do PT de optar por um palanque único para a campanha reeleitoral de Lula no Estado foi uma estratégia delineada e reiteradamente comunicada ao diretório gaúcho.
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