Portal WF - Notícias de Santa Catarina e do Brasil

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Rodrigo Stefanini fala sobre ser herdeiro da gigante de tecnologia.

Rodrigo Stefanini foi promovido a CEO da Stefanini para América Latina e Espanha, acumulando também a operação brasileira, em um momento de reestruturação da empresa, que visa se posicionar como uma consultoria global de tecnologia. A empresa espera crescimento de 15% em 2026, apesar de desafios econômicos.

POR

Reprodução/Forbes Money | Forbes Brasil

Rodrigo Stefanini já desempenha um papel fundamental na empresa criada por seu pai, Marco Stefanini, em 1987. Desde novembro de 2024, é o CEO da Stefanini para a América Latina e Espanha, e, desde março de 2026, também comanda a operação brasileira de forma interina.

A ascensão de Rodrigo à liderança o coloca à frente de uma multinacional com 35 mil colaboradores e atuação em 104 países. Em 2025, a empresa alcançou um faturamento de R$ 8,4 bilhões e espera um crescimento superior a 15% para 2026.

Essa mudança na estrutura organizacional ocorreu após a Stefanini, que realizou cerca de 40 aquisições, reorganizar seu portfólio em 2025. As soluções adquiridas foram agrupadas em sete unidades de negócios: Tecnologia, Segurança Cibernética, Dados e Análises, Fintech, Marketing, Manufatura e Operações.

Com essa nova estrutura, a companhia se posiciona como uma consultoria global de tecnologia, oferecendo um modelo “one-stop shop”, onde o cliente pode acessar diversas soluções integradas.

A inteligência artificial é uma parte importante dessa integração. A Stefanini entrou nesse mercado em 2012, com a compra da startup Woopi, e desde então vem incorporando seus aprendizados nas ofertas atuais.

Rodrigo, que chegou à empresa da família em 2021, começou liderando a operação no Chile e, em 2023, ampliou sua atuação para a Argentina e toda a região do Cone Sul. Sob sua gestão, a receita da unidade chilena quadruplicou nos primeiros três anos.

Antes da Stefanini, Rodrigo construiu sua carreira em empresas renomadas como Morgan Stanley e Bain & Company. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas e com estudos na Singapore Management University, ele afirma que suas experiências fora da empresa familiar são fundamentais para desmistificar a questão do sobrenome.

Transformação da empresa ao longo dos anos

Rodrigo reflete que a Stefanini de hoje é muito diferente da que conheceu em sua infância. A companhia, que começou como uma prestadora de serviços de tecnologia no Brasil, agora é um grupo internacional. Para ele, a responsabilidade da nova geração é garantir que o negócio seja entregue em melhores condições do que foi recebido.

Ele menciona a pressão que vem junto com as oportunidades, explicando que essa pressão é um privilégio por estar em uma posição para fazer a diferença.

A presença familiar nos negócios

Trabalhar com a família gera vantagens, segundo Rodrigo, como um entendimento mais profundo do pensamento do pai, mas também traz a expectativa de resultados elevados. “Com o sobrenome em jogo, todos olham duas vezes”, diz ele, reconhecendo a responsabilidade que vem com seu cargo.

Ele destaca que seu trabalho impacta diretamente 35 mil famílias ao redor do mundo e a importância das iniciativas sociais promovidas pela empresa, que já beneficiaram mais de 250 mil jovens no Brasil.

Rodrigo se mostra consciente da complexidade de assumir o legado deixado por seu pai e reitera que não pode retroceder em relação ao que foi construído ao longo dos anos.

Ele acredita que a posição de liderança não elimina a necessidade de demonstrar que está apto para a função, sustentando que o sucesso passado não garante segurança para os desafios futuros.

Preparação e adaptação constante

Embora não se considere totalmente preparado para todos os desafios, Rodrigo destaca a importância de ter uma equipe competente que complementa suas habilidades. Ele acredita que o frio na barriga, que muitos sentem em situações críticas, ajuda a evitar decisões imprudentes.

Desafios econômicos e o futuro

Conduzindo a empresa em uma época de incertezas econômicas, Rodrigo observa que a Stefanini teve um crescimento de 20% na receita no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao ano anterior e mantém a expectativa de um aumento de 15 a 16% ao longo do ano.

Ele menciona que a flutuação do câmbio é um fator a ser observado, uma vez que a empresa opera em múltiplas moedas, e as decisões políticas em outros países podem impactar seus resultados.

Rodrigo ainda critica o aumento de impostos em tempos de crise, afirmando que isso pode estrangular empresas, especialmente as de pequeno e médio porte, que são as maiores empregadoras.

A pressão da inteligência artificial

Outro desafio destacado por Rodrigo é a pressão advinda da inteligência artificial, que faz com que empresas que resistiram por um tempo busquem a Stefanini para não perderem competitividade. Ele dá o exemplo de um cliente que, após hesitar, decidiu inovar diante da necessidade de se adaptar ao novo cenário de mercado.

Rodrigo ressalta que a verdadeira competição não é apenas sobre tecnologias, mas sobre a habilidade de aplicá-las de forma eficaz nos negócios.

A pressão por inovação também é sentida em setores como finanças, energia e turismo. Para Rodrigo, adaptar-se é uma questão de sobrevivência nos tempos atuais, especialmente para setores que enfrentam concorrência intensa.

Transformação necessária nas empresas

Ele critica aquelas companhias que adotam inteligência artificial sem um planejamento claro, reforçando que cada projeto deve ter como foco a proposta de valor para o negócio.

A ideia de que a IA é um meio de transformação e não um fim em si mostra a visão de Rodrigo, que reconhece que a transformação humana é a mais desafiadora nas empresas.

O sobrenome pode ter aberto as portas para Rodrigo, mas ele é ciente de que a responsabilidade é enorme e que deve provar sua capacidade para conduzir a Stefanini por desafios futuros, sempre mantendo a humildade e a vigilância.

Com informações de forbes.com.br.

TAGS: Segurança

PUBLICIDADE

300 × 250
AdSense / Advanced Ads

Leia também

Armas com registro vencido passam por correção no país

Colunistas

Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

Geral

Motoristas se abraçam após acidente em SC e vídeo viraliza