O Ministério Público de Tocantins (MPTO) está investigando denúncias sobre uma psicóloga que atua temporariamente em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Aparecida do Rio Negro (TO). As reclamações apontam que a profissional estaria utilizando o local como moradia durante a semana e circulando de traje de banho na área de emergência.
A portaria que formaliza a investigação foi assinada pelo promotor de Justiça João Edson de Souza e publicada no Diário Oficial de Palmas. O MPTO instaurou um Procedimento Preparatório para apurar as denúncias, que incluem a acusação de que a psicóloga estaria usando um espaço na UBS como “alojamento particular”, o que prejudicaria o descanso de médicos, enfermeiros e técnicos que trabalham durante a noite.
Além disso, a presença da profissional no local causou atritos com outros plantonistas, devido ao uso do quarto durante os turnos noturnos. Outros pontos em investigação incluem o fato de que a psicóloga, supostamente, circulava pela emergência em traje de banho, o que, segundo a denúncia, não condiz com a ética de um ambiente de saúde pública.
Em face da situação, o MPTO emitiu recomendações ao prefeito e aos secretários municipais de saúde, sugerindo ações como:
- Desocupar as instalações do Pronto Atendimento utilizadas como alojamento por servidores que não fazem parte da escala de plantão;
- Restabelecer a destinação dos quartos de repouso exclusivamente aos profissionais que estejam efetivamente em serviço;
- Cessar o custeio de qualquer forma de alojamento para servidores.
A Prefeitura de Aparecida do Rio Negro tem um prazo de 10 dias para informar se irá seguir as recomendações. Caso contrário, o MPTO pode tomar medidas judiciais adequadas sobre o caso.
Procurada, a assessoria da prefeitura não se manifestou até o momento da publicação.
Com informações de metropoles.com.








