Durante eventos em Hortolândia e Piracicaba, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, trouxe à tona a preocupação com a atuação de milícias no estado, especialmente através de serviços de segurança privada. Ele defendeu a necessidade de uma cooperação entre as esferas federativas para conter esse fenômeno.
“Em São Paulo, estão começando a entrar milícias oferecendo serviços de segurança, o que enriquece poucos, mas empobrece aqueles que precisam contratá-las para proteger suas cargas”, destacou durante uma fala sobre o roubo de cargas.
Haddad alertou que, se a situação não for controlada, São Paulo pode acabar se tornando semelhante ao cenário do Rio de Janeiro, onde as milícias estão fortemente presentes e vinculadas a diversas atividades criminosas. “Sem um trabalho de inteligência adequado no transporte de carga, corremos o risco de transformar São Paulo no que é hoje o Rio de Janeiro, tanto em relação à entrada de facções criminosas quanto à atuação das milícias”, afirmou.
O governo de São Paulo não se manifestou até o momento sobre as declarações do pré-candidato. O espaço permanece aberto para algum retorno.
Nesta quinta-feira, Haddad também defendeu a reinstalação de câmeras corporais para policiais militares, com o intuito de monitorar as ocorrências. Ele ressaltou que “estamos batendo recordes de letalidade policial no estado”, destacando também a preocupação com os índices de suicídio entre policiais.
Haddad prosseguiu em suas atividades no interior do estado, com uma Aula Magna prevista na Unicamp, em Campinas.
Com informações de metropoles.com.








